Revista Rua


Imagem e Ilegibilidade da Forma Urbana de Campinas
Image and illegibility of urban form of Campinas

Luiz Tiago de Paula* e Eduardo Marandola Jr.**

A Torre do Castelo(Figura 9), apesar de não estar no Centro de Campinas, localiza-se próximo a ele e tem função bivalente para estruturação da imagem da cidade – ela é um marco e, ao mesmo tempo, um ponto nodal. Da Praça 23 de Outubro de formato circular, ergue-se, em seu centro, uma torre também circular de 27 metros de altura, sustentada por colunas tangenciais que são interligadas por um anel superior. Longas janelas de vidro longitudinais ocupam todos os lados do prédio, exceto em seu topo, onde há largas janelas abertas que servem de observatório para aqueles que querem ter vistas panorâmicas de todos os lados da cidade. Enquanto ponto nodal, a Torre do Castelo constitui em teu cerco uma rotatória que concentra vias de diferentes direções das regiões da cidade, entre elas as Avenidas Andrades Neves (centro), Dr. Alberto Nascimento (sudoeste) e Francisco José de Camargo Andrade (noroeste).
 
Fig.9.jpg
Figura 9: Desenho da Torre do Castelo
(Fonte: MARANDOLA JR. et al, 2012)
 
Os pontos nodais são lugares estratégicos na cidade, são núcleos onde o observador pode penetrar e nele tomar decisões quanto à direção a escolher. Basicamente, podem ser junções, locais de interrupção do transporte, um cruzamento ou uma convergência de ruas (LYNCH, 2003). Em Campinas, eles apareceram de duas formas: como praças e como junção de ruas, a exemplo do Viaduto Cury e da Praça Largo do Rosário (Figura 10).